terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Efeitos da crise econômica

E os efeitos da crise econômica continuam a surgir no automobilismo. Como já li em alguns lugares, acredito que esta crise levará a drásticas mudanças nas competições automobilísticas. Não que o esporte a motor vá desaparecer ou mingüar, mas deverá enfrentar um período complicado e depois volta a crescer. Só que aí num novo cenário, com outra mentalidade. Algo que acho muito bom. Hoje em dia há muita pirotecnia e dinheiro queimado com besteira. As coisas de hoje em diante terá de ser mais racional.

Dentre os mais novos anúncios (depois da saída da Honda da F1), tivemos o anúncio da saída da Suziki e da Subaru do WRC (campeonato de Rali da FIA). Na Nascar a situação também está complicada devido a situação das montadoras americanas.

Na Indy, têm sido feitos movimentos no sentido da redução de custos. Na F1, como todos vimos semana passada, também. Quanto a F1, em específico, acho bacana a preocupação e decisões no sentido da redução, mas não concordo com algumas decisões em especial. Por exemplo, o lance de ter um único projeto de motor. Isso vai contra os preceitos da categoria. Outra coisa que não achei legal foi banir por completo os testes fora GPs. Acho que deveriam manter os testes, só que mudando as regras. Por exemplo, limitando tempo, quilometragem, locais, permitir apenas os testes coletivos, ... Outra coisa que acho é que a idéia do KERS poderia ficar para um outro momento. Começo a achar que isso vai mais atrapalhar que ajudar, pelo menos no primeiro ou os 2 primeiros anos. O equipamento traz mais peso para o carro e pelo que li dará apenas 6 segundos por volta dos cavalinhos a mais. Já li também que não vai ser em todas as pistas que tratá algum ganho. Acho que é algo que deve ser investido pela F1, mas talvez não seja o momento se pensam na redução de custos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ingresso para GP Brasil 2009 a partir de segunda

Para quem estiver interessado em ir ao GP Brasil de F1 2009 é melhor se preparar para a compra. Os ingressos começam a ser vendidos na próxima segunda-feira e é comum acabar rapidamente os ingressos para os setores mais baratos (G e A). Sugiro comprar no máximo até a segunda semana para não correr riscos.

Veja abaixo preços oficiais do GP Brasil 2009:

A - R$ 550 (Sexta, sábado e domingo); R$ 526 (Sábado e domingo)
B* - R$ 1.458 (Sexta, sábado e domingo); R$ 1.368 (Sábado e domingo)
M* - R$ 1.150 (Sexta, sábado e domingo); R$ 1.060 (Sábado e domingo)
D* - R$ 1.900 (Sexta, sábado e domingo); R$ 1.790 (Sábado e domingo)
E** - R$ 2.220 (Sexta, sábado e domingo); R$ 2.120 (Sábado e domingo)
F* - R$ 1.100 (Sexta, sábado e domingo); R$ 994 (Sábado e domingo)
G - R$ 410 (Sexta, sábado e domingo); R$ 356 (Sábado e domingo)
V** - R$ 1.656 (Sexta, sábado e domingo); R$ 1.440 (Sábado e domingo)

Para maiores detalhes, consulte o site oficial do evento www.gpbrasil.com.br

Eu fui no GP de 2007 e fiquei no setor G, o mais barato. Meu ingresso foi apenas para sábado e domingo. O setor fica ao longo de toda a reta oposta, onde fica a saída dos boxes e termina naquela curva que em 2007 o Hamilton escapou em tentativa de retomar a posição que Alonso havia tomado. A visão do autódromo é bastante ampla deste ponto, ficando fora de alcance apenas a reta de largada e os boxes. Não há telão, ou pelo menos não havia naquele ano. Para acompanhar a corrida um rádio é bem vindo.

Se eu fosse como espectador outra vez a um GP Brasil de F1 e não quizesse ou pudesse gastar muito, eu iria para o setor A. Lá é o segundo mais barato e tem uma visão ampla também. Segundo um amigo meu que também foi em 2007 e ficou no setor A, havia um telão lá para eles. Isso é muito bacana, pois ajuda a acompanhar a corrida, ver a largada e o pódio, por exemplo. O setor A fica no final da pista, na entrada dos boxes. Permite ver o final do Grid, parte da reta oposta, todo o miolo e a subida.

Fora estas dicas para a compra do ingresso, outros pontos relevantes para o GP dizem respeito a hospedagem e transporte. Quanto a hospedagem, providenciem com bastante antecedência. Eu fui deixar para o final e foi bem complicado. Muitos lugares lotados e outros muito caro. Todos falavam no GP para justificar os preços de alta temporada. Sugiro o hotel Formule 1. Existem diversos pela cidade. Eu já fiquei na unidade Paraíso, na Av. Vergueiro. Acho que tem estação de metrô do lado de cada um deles.

Quanto a transporte, pense bem se for de carro. Vai pegar um trânsito complicado, principalmente no domingo, e vai pagar muito caro pelo estacionamento. Vi coisas como R$ 50 ou R$ 60 de estacionamento por dia. Eu fui no sábado e no domingo de metrô/trem. Em 2007 foi o ano em que inauguraram a estação autódromo. Eu fiquei em um hotel próximo a praça da República (no Centro, nas proximidades do cruzamento da Ipiranga com a São João). Ia a pé até a estação República, daí ia de metrô até a Barra Funda e de lá ia de trem. O percurso durava 1 hora e 50 min. O custo é que é muito baixo, apenas 2 passagens de metrô para ir e voltar.

Para reduzir este tempo, e não gastar tanto, uma possibilidade é ir de carro até algum ponto no final da Marginal Pinheiros e pegar o trem lá. Eu tentaria ficar no novo Formule 1 Morumbi, que fica a apenas 4 estações e daí não precisaria de carro.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Crise chega ao automobilismo

Já não é nenhuma novidade a crise financeira que se espalhou pelo mundo. Como não poderia deixar de ser, o esporte também começa a sofrer suas conseqüências também. Com diversas empresas quebrando ou enfrentando situações difícies, começa a faltar dinheiro.

Na F1, Honda, aquela que decidia entre Barrichello, Bruno Senna e Di Grassi, anunciou semana passada sua despedida. Cortou gastos, cancelou os testes em Jerez com Barrichello e Bruno, e mantém o desenvolvimento básico do carro do que vem apenas porque tem esperanças de conseguir vender sua estrutura para alguém que queira tocar a equipe já para 2009. A Honda está esperançosa de que conseguirá, até porque já mostrou que não vai complicar, mas muitos dos figurões da categoria falam que isso não deve ocorrer devido a crise. Com o tempo escasso e a falta de dinheiro, vai complicar.

Caso não consiga vender, a categoria que iniciou 2008 com 11 equipes e 22 carros, pode iniciar 2009 com apenas 9 equipes e 18 carros. Pior, já tem gente falando em campeonato com 8 equipes e 16 carros. Bom ... vamos ver o que acontece.

Quanto a Honda sair, foi uma surpresa apenas pelo momento. Parecia que caminhava para um crescimento com a chegada do Ross Brawn e falava-se muito em planos com todas as mudanças que chegavam para o ano que vem e na alteração de sua dupla de pilotos. De qualquer forma, era esperada a sua saída por tudo o que já gastou e tudo o que ainda não havia conquistado.

Entretando há males que vêem para o bem. Não só na F1 ou no automobilismo, mas sim no esporte como um todo, há muito tempo que me indigna a quantidade de dinheiro que se torra seja com o desenvolvimento de equipamentos ou com salários. É algo, no mínimo, absurdo. Isso em algum momento tinha que estourar.

Hoje estava lendo declaração de Mosley, presidente da FIA, cobrando cortes nos salários dos pilotos. Outro hora li declaração dele falando sobre cortes nas despesas com motores e transmissões. A idéia seria ter um fornecedor único (independente) destas peças. Estima-se que com esta alteração corte em 10 vezes as despesas com o desenvolvimento e produção de tais peças. Neste ponto, eu assim como boa parte das equipes temos restrições.

A F1 tem como essência o desenvolvimento de novas tecnologias. Foi a categoria criada com a intensão de apresentar o que há de mais novo. Certamente que as coisas não podem ficar como estão, mas tem de se haver um bom planejamento para as alterações. Motores são a essência de um automóvel e é claro que construtores irão querer projetar e construir esta peça. Não é a toa que as equipes na F1 são chamada de construtores. Não fosse assim seriam chamados de montadores. De qualquer maneira, do jeito que vão indo as coisas acredito que vai terminar sendo adotado o motor padrão. E como conseqüência a F1 vai passar por uma profunda transformação. Não é difícil de imaginar as montadoras, maioria no grid, saindo em debandada. Inclusive com equipes tradicionais saindo de cena.

Para o ano que vem a tônica do campeonato provavelmente estará nas discussões sobre as novas regras visando a redução dos custos e sobre dificuldades financeiras.

E a crise, claro, não chegou apenas na F1. A Audi já anunciou que sai da ALMS, mas continuará na Le Mans. Li algo também sobre uma possível saída da Chevrolet da Nascar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Renault Roadshow

Domingo passado estive no Renault Roadshow em São Paulo, ao lado do Parque Ibirapuera. Para quem nunca tinha visto um F1 de perto, foi uma oportunidade fantástica. O evento foi gratuito. Para quem já tinha visto um F1 ao vivo em ação, uma ótima oportunidade para rever e, desta vez, de muito perto. Eu tinha ido ao GP do Brasil do ano passado, aquele em que o Massa entregou a vitória ao Raikkonen para ele levar o caneco no mundial. Imagino que a velocidade do F1 neste evento estava limitada, por questões de segurança, mas a sensação não era esta já que estávamos tão perto do carro. Deixando as emoções de lado um pouco, foi até um pouco insano ficar tão perto de um carro andando tão rápido.

Achei engraçado, tanto lá como em Interlagos, a reação de alguns acompanhantes não muito fãs de automobilismo. Estavam fazendo cara feia e fazendo questão de deixar claro que para eles estavam ali só para acompanhar. Já nas apresentações de manobras ficaram atentas e começaram a gostar da coisa. Quando o Nelsinho passou pisando fundo, a reação foi muito engraça. A cara carrancuda dava lugar a uma cara de espanto e sorrisos começavam a surgir. Num tinha como ser diferente. No mínimo, por mais desligada que seja a pessoa neste assunto, fica impressionada com a capacidade de aceleração e a velocidade que o carro atinge. O ronco do motor é absurdo. A velocidade tão grande, que dava para sentir o deslocamento de ar quando passava ao nosso lado.

A seguir alguns vídeos mostrando o evento.

Apresentação de Nelsinho, exibida no Globo Esporte.



Nelsinho fazendo zerinhos com o F1.



Renaults envenenados. Os dois amarelos eram muito bacanas.



Car toons.



Piloto sai e volta ao carro enquanto o carro permanece fazendo zerinhos. Muito bom.



Um vídeo com um resumão do que teve por lá. Aqui tem algumas manobras que não foi possível ver nos outros vídeos e que também não pude ver lá.



O evento foi bacana, mas acho que poderia ter sido bem melhor se tivesse um pouco mais de shows de manobras para preencher o tempo. Nos 2 últimos vídeos teve alguns exemplos de manobras bacanas que aconteceram por lá, mas estas só ocorreram na frente dos convidados. Para a gente só zerinhos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Encerrado testes em Barcelona

Seguem os melhores tempos de cada piloto na semana.

01º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 1min19s295
02º. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min19s839
03º. Takuma Sato (JAP/Toro Rosso), 1min20s017
04º. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 1min20s154

05º. Gary Paffett (ING/McLaren), 1min21s140
06º. Alexander Wurz (AUT/Honda), 1min21s198
07º. Jenson Button (ING/Honda), 1min21s387
08º. Pedro de la Rosa (ESP/McLaren), 1min21s417
09º. Robert Kubica (POL/BMW), 1min21s521
10º. Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min21s525
11º. Christian Klien (AUT/BMW), 1min21s534
12º. Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min21s592
13º. Bruno Senna (BRA/Honda), 1min21s676
14º. Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min22s073
15º. Nelsinho Piquet (BRA/Renault), 1min22s148
16º. Lucas di Grassi (BRA/Honda), 1min22s283
17º. Nico Hulkenberg (ALE/Williams), 1min22s410
18º. Luca Badoer (ITA/Ferrari), 1min22s425
19º. Sébastien Loeb (FRA/Red Bull), 1min22s503
20º. Marc Gené (ESP/Ferrari), 1min22s772
21º. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min23s086
22º. Pedro de la Rosa (ESP/Force India), 1min23s103
23º. Giedo van der Garde (HOL/Renault), 1min23s250
24º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), 1min23s794

Primeiros testes pós temporada e, com as mudanças radicais (aerodinâmica, pneus e KERS) para o ano que vem, mais do que nunca aplica-se bem o comentário: "É difícil comparar e tirar algum significado dos tempos." BMW foi quem mais chamou a atenção por logo de cara apresentar um carro nas especificações aerodinâmicas do ano que vem. Como já era previsto, feio pra caramba. Algo que se pode prever para o ano que vem é um aumento mais que significativo no número de aerofólios dianteiros quebrados. Vale lembrar que agora ele será mais largo.

Fora isso, chama a atenção o domínio da Red Bull/Toro Rosso durante os 3 dias.

Toro Rosso e Honda ainda não definiram seus pilotos para o ano que vem. A única coisa que parece certa é a titularidade de Button na Honda em 2009, mas mesmo assim ainda não há contrato. Na Toro Rosso, Sato, Buemi e Bourdais disputam vagas. Bourdais foi o mais rápido com uma certa folga para Sato, que teve Buemi na sua cola.

Na Honda estamos todos atentos. Se Button está praticamente garantido, a outra vaga é disputada por 3 brasileiros: Rubens Barrichello (que foi titular este ano e tornou-se o piloto maior número de provas disputadas na F1), Bruno Senna e Lucas Di Grassi.

Rubens tem de vantagem sua grande experiência e capacidade de acerto, mas pesa contra a idade e os conflitos com a direção, que foram se intensificando durante o ano com a indefinição da equipe e com o desempenho do carro.

Bruno Senna tem como vantagem sua capacidade de pilotagem, estilo arrojado e sobrenome, mas pesa contra o piloto sua ausência de 10 anos, período que sucedeu a morte de Ayrton Senna. Bruno é 1 ano mais velho que Di Grassi.

Lucas também chama a atenção pela capacidade de pilotagem e ainda mais pelo conhecimento técnico que tem sobre o carro. É um piloto muito bom, mas menos arrojado que Senna. Arrisca menos, mas quando tenta ultrapassagens normalmente consegue. O que falta a Lucas é um empurranzinho de alguém forte na F1. Falta-lhe um sobrenome de pesa ou alguém que abra as portas para ele.

Analisando friamente a situação, torço para que a vaga fique com Lucas Di Grassi. Não tenho nada contra os outros dois, muito pelo contrário. Considero o Rubinho um grande piloto, mas acho que seu tempo na F1 já se foi. Mesmo que fique, não acredito numa Honda competitiva o suficiente em 1 ou 2 anos ou ainda que Rubens fique por mais tempo. Quanto ao Bruno, torço bastante por ele e estou bastante curioso para ver sua evolução no automobilismo, mas acredito que o melhor para ele seria um contrato de piloto de testes para F1 e mais 1 ano na GP2. Assim iria ganhando mais conhecimento na F1 e aprendendo mais sobre a parte técnica e acerto na GP2.

Sei que com 25 anos, Bruno tem certa pressa para chegar a F1, mas é melhor deixar a ansiedade de lado e partir para uma melhor preparação. Esta pressa pode levar a uma aposentadoria prematura, vide o que aconteceu com o Nelsinho neste ano. Correu sério risco. No final o sobrenome, o pai e dois anos seguintes de estreantes na Renault, levaram a equipe a dar-lhe uma segunda chance.

Nas últimas declaração, notícias, vídeos, audios e tudo mais, tenho percebido um Lucas Di Grassi muito apreensivo e cabisbaixo. Acho que ele tenha informações de que a corda irá arrebentar para o lado dele. Deve ter havido muito desgaste na Renault em sua disputa interna com o Nelsinho. Vide o encerramento do contrato de piloto de testes por lá e as declarações do Nelsinho falando que o Bruno é muito mais piloto, o que por hora não acho verdade. Basta olhar para o desempenho dos dois na GP2 em 2008. Na Honda também pesa contra o patrocínio da Petrobrás para a Honda e parceria da Petrobrás com a família Senna. Fora isso todo o apelo do nome em si para ações de marketing e a possibilidade de uma nova parceria Honda-Senna.

Bom ... agora é esperar. A promessa da Honda é falar algo sobre isso na semana que vem, mas talvez ainda não uma definição. Há possibilidade de realização de novos testes.

domingo, 9 de novembro de 2008

A F1 em 2008

Esta foi uma temporada de muitas surpresas e de uma grande disputa, que culminou com a decisão apenas na última etapa da temporada e nos últimos metros. No final, deu Hamilton no mundial de pilotos, como era esperado pela larga vantagem (7 pontos) de que dispunha para a etapa brasileira. No mundial de construtores a McLaren ainda tinha chances, mas também remotas, e deu Ferrari no final. Esta final foi, também sem sombra de dúvida, uma das mais emocionantes no automobilismo e no esporte em geral. Provavelmente a mais emocionante na F1.

Parabéns a Hamilton e McLaren pela conquista no mundial de pilotos. Parabéns a Ferrari pela conquista no mundial de construtores.

Ferrari conquistou o mundial de construtores por dispor da melhor dupla. Na mundial de pilotos, Hamilton saiu um pouco na frente dos rivais ferraristas, por dispôr totalmente da equipe para ele. É um grande piloto, sem dúvidas, mas já não o considero todo o fenômeno que alardeavam no início. Pode quebrar recordes na F1? Certamente. É talentoso, muito jovem e dispõe de todo o apoio da poderosa McLaren. Como pontos negativos para o atual campeão: orgulho (demonstrado durante o ano) e jogo sujo. Apesar de considerar que Hamilton recebeu punições rigorosas demais, em outros agiu com deslealdade em ultrapassagens e nem sequer cogitou-se punição.

Hamilton foi o campeão por seu talento, confiabilidade do carro e menor número de erros. Massa perdeu o título em grande parte aos seus erros (principalmente no início do ano) e aos da equipe, além dos problemas de confiabilidade do carro. Ferrari dispunha de um melhor carro no início, mas a McLaren parece que evoluiu melhor ao longo do ano. No geral a Ferrari dispunha de um melhor carro, mas McLaren não ficava muito atrás. Em condições de chuva, McLaren pulava a frente devido a problemas de aquecimento de pneu da Ferrari. O engraçado é que o problema de aquecimento de pneu da equipe italiana resultava do ótimo carro de que dispunha do ponto de vista de engenharia. Em pista seca e principalmente em temperaturas mais altas ficava evidente o baixo consumo de pneus da Ferrari e aí levava grande vantagem, mas se a temperatura da pista baixava vinham os problemas.

Se Felipe Massa foi colocado em dúvida no início da temporada, depois de ser lançado como favorito ou final pré-temporada, ao longo do ano recuperou-se. Demonstrou grande evolução como piloto, tanto na pista como fora dela, em suas declarações e atitudes. O GP Brasil veio para coroar o seu ano. Se não veio o título, ganhou seu segundo GP Brasil (em 3 anos de Ferrari) com grande estilo e domínio. Mostrou também que o improvável título no Brasil não era tão irreal assim. A festa da torcida em Interlagos foi demais. Não tenho lembranças das conquistas de Senna no Brasil, mas naquele domingo deu para se ter uma pequena noção de como foi.

Para uma melhor visão de como foi o campeonato, seguem gráficos com a evolução da pontuação de pilotos e equipes.





No mundial de pilotos foi muito boa a disputa entre Hamilton, Massa, Raikkonen e Kubica na primeira metade, revesando-se na liderança. Grande destaque para Kubica. Destaque também para a forte recuperação de Massa depois de não terminar as duas primeiras etapas.

Se Kubica dispunha de equipamento inferior a Hamilton e aos ferraristas, compensava com regularidade. O polonês conquistou sua primeira pole (e primeira da BMW) no Bahrein (3ª etapa) e sua primeira vitória (1ª da BMW) no Canadá (7ª etapa). Ao final daquela etapa, Kubica não só havia conquistado a vitória, mas também a liderança do mundial. A BMW, por sua vez, conseguiu sua primeira vitória e dobradinha na F1, além de pular para o segundo posto no mundial desbancando a McLaren, que só recuperou o posto ao final da 11ª etapa (Hungria). Infelizmente a BMW caiu bastante de produção depois do Canadá e minou qualquer chance de Kubica disputar o mundial de pilotos. De qualquer forma, Kubica conseguiu chegar até a 17ª (penúltima) etapa com chances matemáticas de conquistar o título. Na minha humilde opinião, levando em consideração as diferenças de equipamentos, Kubica deu um verdadeiro coro em Raikkonen, Massa e Hamilton. Foi impressionante o seu ritmo forte e baixo índice de erros mesmo em condições difíceis de pista.

Olhando para o gráfico, fica evidente a extrema perda de rendimento de Raikkonen na segunda metade da temporada. O finlandês cai tanto de produção que perde o terceiro posto para Kubica ao final da 13ª etapa (das 18) e só o recupera na última etapa, quando empata em pontos mas supera Kubica em número de vitórias.

Coloco Alonso, Kubica, Massa, Vettel e Hamilton como os grandes destaque do ano entre os pilotos. Já Raikkonen e Kovalainen entram no hall das decepções.

No gráfico dá para ver bem o espantoso crescimento de rendimento da Renault com Alonso na segunda metade da temporada, chegando a duas surpreendentes vitórias em 2008. Alonso terminou em 5º a frente de pilotos como Heidfeld (BMW) e Kovalainen (McLaren).

Vettel foi outro que, juntamente com a Toro Rosso surpreendeu no ano. Conquistando sua primeira vitória (Monza), assim como a da equipe que outro dia era a Minardi. Terminou o ano em 8º, ficando atrás apenas de Ferrari, McLaren, BMW e Alonso.

Quanto a Raikkonen, depois da conquista do tiulo no ano de estréia na Ferrari, esparava-se no mínimo bons rendimentos e uma forte disputa pelo bicampeonato. Na primeira metade tudo bem, mas depois desandou. Tomara que dê a volta por cima no ano que vem.

Mas minha maior decepção mesmo foi o Kovalainen. Eu não esperava que ele superasse Hamilton, até pelo protecionismo da equipe quanto ao inglês, mas o finlandês passou despercebido durante toda a temporada. Venceu sua primeira e única corrida devido a quebra de Massa na Hungria e terminou apenas em 7º. Estou ansioso pelo que mostrará ano que vem, mas minhas espectativas diminuíram bastante.

Quanto aos brasileiros Rubens Barrichello e Nelsinho Piquet, o primeiro teve seu ponto alto na molhada Silverstone e o segundo apesar do segundo lugar na Alemanha, foi muito inconstante, abandonando diversas etapas. Piquet terminou em 12º com 19 pontos (Alonso foi o 5º com 61) enquanto Barrichello foi o 14º com 11 pontos (Button foi o 18º com 3). Na minha avaliação Barrichello teve uma boa temporada, se levarmos em consideração o carro de que dispunha, e Nelsinho foi apenas regular. Para o ano que vem, apenas Nelsinho está confirmado e continuará na Renault com Alonso como companheiro. Já Rubens Barrichello ainda não tem contrato e nem uma decisão de sua equipe (Honda). O mais provável é que Rubens deixe a F1.

No mundial de construtores, Ferrari chegou a ser ameaçada pela McLaren, mas no geral dominou todo o ano. Já a McLaren, teve uma disputa mais intensa com a BMW pelo segundo posto. Grande destaque para o crescimento no rendimento da Renault e Toro Rosso na segunda metade da temporada. Com a queda de redimento da BMW, Renault terminou o ano como a 3ª força na F1 e se mantiver a crescente, ano que vem pode colocar Alonso na disputa pelo mundial. Toro Rosso cresceu, mas em um nível menor. Em alguns momentos superava a BMW, mas em outros era superada.

Estou bastante ansioso pelo mundial do ano que vem. Mudanças devem ocorrer nas relações de força entre as equipes, pois as alterações nos carros serão grandes. Para o ano que vem, parece que a Ferrari é que corre contra o atraso, principalmente no que se refere ao KERS (sistema de recuperação de energia cinética). Não fosse ele, diria que tudo continuaria na mesma. Mas com o KERS as coisas podem se complicar e Renault ou BMW, quem sabe, pularem na frente das rivais. Falo nestas duas pelo pontencial que já mostraram neste ano. Vale lembrar que além do KERS, há profundas alterações na aerodinâmica dos carros e volta dos pneus lisos.

Quanto a futuro, não necessariamente 2009, estou ansioso para ver como a F1 erá evoluir com as mudanças no carro. Será que finalmente teremos ultrapassagens? Torcendo para as reduções nos custos da F1 não desfigurarem a categpria. Sonhando com a possibilidade de Massa tornar-se campeão. Na expectativa pela evolução da carreira de Hamilton, Kubica, Vettel, Alonso, Lucas Di Grassi, Bruno Senna, ...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

10 anos de F1

A seguir vídeo produzido pela ITV, que transmite a F1 no Reino Unido há 10 anos. Foi transmitido antes do GP Brasil. Ano que vem a transmissão será feita pela BBC por lá.