As coisas cotinuam meio paradas. No momento o que se vê é muita discussão sobre crise econômica, reuniões para tratar de cortes e saída de equipes de diversas categorias.
Na F1, nada de novidade sobre a possível venda da ex-Honda. Nada de novidade sobre os pilotos titulares para 2009 na Toro Rosso. Quanto às possíveis mudanças, a que mais provoca discussão no momento é a implementação do sistema de pontuação com medalhas.
Isso é interessante por valorizar as vitórias e estimular ultrapassagens, mas por outro lado não seria interessante para as equipes menores. Acontece que hoje 8 pontuam em cada GP e assim as menores têem chances de sonhar em pontuar eventualmente. Restringindo ao pódio isso complica bastante. Acho que o melhor seria valorizar mais as primeiras posições. Um medida mais sensata seria retornar ao sistema de pontuação anterior (10, 6, 4, 3, 2, 1) ou fazer melhor ainda e pontuar como na Indy por exemplo, onde mais pilotos pontuam e a vantagem pela vitória é maior.
Outras discussões ainda existem sobre motores padrões. Ficou definido que teria um projeto único, mas cada um poderia fazer o seu. Acho que o correto seria deixar como estava, mas tentar reduzir através de durabilidade como foi feito e a disponibilização de um fornecedor mais "em conta" como também foi feito. Motor é a essência do automobilismo e F1 é caracterizada por desenvolvimento de tecnologias.
Quanto ao KERS, cheguei a conclusão que no início provavelmente não vai ser possível ver um grande ganho, talvez uma ou outra equipe consiga tirar alguma vantagem, mas no geral vai gerar é problemas com o maior peso no carro e as falhas. Mas é algo que tem que se investir mesmo, para que num futuro não muito distante esteja disponível em nossos carros. Não para fazermos ultrapassagens claro, mas para poupar combustível e a natureza. Sobre às críticas pedindo adiamento de sua implementação, como veio da Ferrari, acho que não se justifica. Isso tinha sido decidido a muito tempo. E se alguém atrasou, fazer o que?
Na Indy ainda há indefinição quanto ao Hélio Castro Neves. Não se sabe ainda sobre seu futuro, devido ao julgamento. A equipe quer contar com ele, mas não sabe se ele poderá correr. Daí não sabe quem será seu titular. O nome de Rubinho já surgiu como possível substituto.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Efeitos da crise econômica
E os efeitos da crise econômica continuam a surgir no automobilismo. Como já li em alguns lugares, acredito que esta crise levará a drásticas mudanças nas competições automobilísticas. Não que o esporte a motor vá desaparecer ou mingüar, mas deverá enfrentar um período complicado e depois volta a crescer. Só que aí num novo cenário, com outra mentalidade. Algo que acho muito bom. Hoje em dia há muita pirotecnia e dinheiro queimado com besteira. As coisas de hoje em diante terá de ser mais racional.
Dentre os mais novos anúncios (depois da saída da Honda da F1), tivemos o anúncio da saída da Suziki e da Subaru do WRC (campeonato de Rali da FIA). Na Nascar a situação também está complicada devido a situação das montadoras americanas.
Na Indy, têm sido feitos movimentos no sentido da redução de custos. Na F1, como todos vimos semana passada, também. Quanto a F1, em específico, acho bacana a preocupação e decisões no sentido da redução, mas não concordo com algumas decisões em especial. Por exemplo, o lance de ter um único projeto de motor. Isso vai contra os preceitos da categoria. Outra coisa que não achei legal foi banir por completo os testes fora GPs. Acho que deveriam manter os testes, só que mudando as regras. Por exemplo, limitando tempo, quilometragem, locais, permitir apenas os testes coletivos, ... Outra coisa que acho é que a idéia do KERS poderia ficar para um outro momento. Começo a achar que isso vai mais atrapalhar que ajudar, pelo menos no primeiro ou os 2 primeiros anos. O equipamento traz mais peso para o carro e pelo que li dará apenas 6 segundos por volta dos cavalinhos a mais. Já li também que não vai ser em todas as pistas que tratá algum ganho. Acho que é algo que deve ser investido pela F1, mas talvez não seja o momento se pensam na redução de custos.
Dentre os mais novos anúncios (depois da saída da Honda da F1), tivemos o anúncio da saída da Suziki e da Subaru do WRC (campeonato de Rali da FIA). Na Nascar a situação também está complicada devido a situação das montadoras americanas.
Na Indy, têm sido feitos movimentos no sentido da redução de custos. Na F1, como todos vimos semana passada, também. Quanto a F1, em específico, acho bacana a preocupação e decisões no sentido da redução, mas não concordo com algumas decisões em especial. Por exemplo, o lance de ter um único projeto de motor. Isso vai contra os preceitos da categoria. Outra coisa que não achei legal foi banir por completo os testes fora GPs. Acho que deveriam manter os testes, só que mudando as regras. Por exemplo, limitando tempo, quilometragem, locais, permitir apenas os testes coletivos, ... Outra coisa que acho é que a idéia do KERS poderia ficar para um outro momento. Começo a achar que isso vai mais atrapalhar que ajudar, pelo menos no primeiro ou os 2 primeiros anos. O equipamento traz mais peso para o carro e pelo que li dará apenas 6 segundos por volta dos cavalinhos a mais. Já li também que não vai ser em todas as pistas que tratá algum ganho. Acho que é algo que deve ser investido pela F1, mas talvez não seja o momento se pensam na redução de custos.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Crise chega ao automobilismo
Já não é nenhuma novidade a crise financeira que se espalhou pelo mundo. Como não poderia deixar de ser, o esporte também começa a sofrer suas conseqüências também. Com diversas empresas quebrando ou enfrentando situações difícies, começa a faltar dinheiro.
Na F1, Honda, aquela que decidia entre Barrichello, Bruno Senna e Di Grassi, anunciou semana passada sua despedida. Cortou gastos, cancelou os testes em Jerez com Barrichello e Bruno, e mantém o desenvolvimento básico do carro do que vem apenas porque tem esperanças de conseguir vender sua estrutura para alguém que queira tocar a equipe já para 2009. A Honda está esperançosa de que conseguirá, até porque já mostrou que não vai complicar, mas muitos dos figurões da categoria falam que isso não deve ocorrer devido a crise. Com o tempo escasso e a falta de dinheiro, vai complicar.
Caso não consiga vender, a categoria que iniciou 2008 com 11 equipes e 22 carros, pode iniciar 2009 com apenas 9 equipes e 18 carros. Pior, já tem gente falando em campeonato com 8 equipes e 16 carros. Bom ... vamos ver o que acontece.
Quanto a Honda sair, foi uma surpresa apenas pelo momento. Parecia que caminhava para um crescimento com a chegada do Ross Brawn e falava-se muito em planos com todas as mudanças que chegavam para o ano que vem e na alteração de sua dupla de pilotos. De qualquer forma, era esperada a sua saída por tudo o que já gastou e tudo o que ainda não havia conquistado.
Entretando há males que vêem para o bem. Não só na F1 ou no automobilismo, mas sim no esporte como um todo, há muito tempo que me indigna a quantidade de dinheiro que se torra seja com o desenvolvimento de equipamentos ou com salários. É algo, no mínimo, absurdo. Isso em algum momento tinha que estourar.
Hoje estava lendo declaração de Mosley, presidente da FIA, cobrando cortes nos salários dos pilotos. Outro hora li declaração dele falando sobre cortes nas despesas com motores e transmissões. A idéia seria ter um fornecedor único (independente) destas peças. Estima-se que com esta alteração corte em 10 vezes as despesas com o desenvolvimento e produção de tais peças. Neste ponto, eu assim como boa parte das equipes temos restrições.
A F1 tem como essência o desenvolvimento de novas tecnologias. Foi a categoria criada com a intensão de apresentar o que há de mais novo. Certamente que as coisas não podem ficar como estão, mas tem de se haver um bom planejamento para as alterações. Motores são a essência de um automóvel e é claro que construtores irão querer projetar e construir esta peça. Não é a toa que as equipes na F1 são chamada de construtores. Não fosse assim seriam chamados de montadores. De qualquer maneira, do jeito que vão indo as coisas acredito que vai terminar sendo adotado o motor padrão. E como conseqüência a F1 vai passar por uma profunda transformação. Não é difícil de imaginar as montadoras, maioria no grid, saindo em debandada. Inclusive com equipes tradicionais saindo de cena.
Para o ano que vem a tônica do campeonato provavelmente estará nas discussões sobre as novas regras visando a redução dos custos e sobre dificuldades financeiras.
E a crise, claro, não chegou apenas na F1. A Audi já anunciou que sai da ALMS, mas continuará na Le Mans. Li algo também sobre uma possível saída da Chevrolet da Nascar.
Na F1, Honda, aquela que decidia entre Barrichello, Bruno Senna e Di Grassi, anunciou semana passada sua despedida. Cortou gastos, cancelou os testes em Jerez com Barrichello e Bruno, e mantém o desenvolvimento básico do carro do que vem apenas porque tem esperanças de conseguir vender sua estrutura para alguém que queira tocar a equipe já para 2009. A Honda está esperançosa de que conseguirá, até porque já mostrou que não vai complicar, mas muitos dos figurões da categoria falam que isso não deve ocorrer devido a crise. Com o tempo escasso e a falta de dinheiro, vai complicar.
Caso não consiga vender, a categoria que iniciou 2008 com 11 equipes e 22 carros, pode iniciar 2009 com apenas 9 equipes e 18 carros. Pior, já tem gente falando em campeonato com 8 equipes e 16 carros. Bom ... vamos ver o que acontece.
Quanto a Honda sair, foi uma surpresa apenas pelo momento. Parecia que caminhava para um crescimento com a chegada do Ross Brawn e falava-se muito em planos com todas as mudanças que chegavam para o ano que vem e na alteração de sua dupla de pilotos. De qualquer forma, era esperada a sua saída por tudo o que já gastou e tudo o que ainda não havia conquistado.
Entretando há males que vêem para o bem. Não só na F1 ou no automobilismo, mas sim no esporte como um todo, há muito tempo que me indigna a quantidade de dinheiro que se torra seja com o desenvolvimento de equipamentos ou com salários. É algo, no mínimo, absurdo. Isso em algum momento tinha que estourar.
Hoje estava lendo declaração de Mosley, presidente da FIA, cobrando cortes nos salários dos pilotos. Outro hora li declaração dele falando sobre cortes nas despesas com motores e transmissões. A idéia seria ter um fornecedor único (independente) destas peças. Estima-se que com esta alteração corte em 10 vezes as despesas com o desenvolvimento e produção de tais peças. Neste ponto, eu assim como boa parte das equipes temos restrições.
A F1 tem como essência o desenvolvimento de novas tecnologias. Foi a categoria criada com a intensão de apresentar o que há de mais novo. Certamente que as coisas não podem ficar como estão, mas tem de se haver um bom planejamento para as alterações. Motores são a essência de um automóvel e é claro que construtores irão querer projetar e construir esta peça. Não é a toa que as equipes na F1 são chamada de construtores. Não fosse assim seriam chamados de montadores. De qualquer maneira, do jeito que vão indo as coisas acredito que vai terminar sendo adotado o motor padrão. E como conseqüência a F1 vai passar por uma profunda transformação. Não é difícil de imaginar as montadoras, maioria no grid, saindo em debandada. Inclusive com equipes tradicionais saindo de cena.
Para o ano que vem a tônica do campeonato provavelmente estará nas discussões sobre as novas regras visando a redução dos custos e sobre dificuldades financeiras.
E a crise, claro, não chegou apenas na F1. A Audi já anunciou que sai da ALMS, mas continuará na Le Mans. Li algo também sobre uma possível saída da Chevrolet da Nascar.
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